500 ANOS DA REFORMA

Solus Christus

Lucas Emanuel, 26 anos, pastor

18 de outubro de 2017

 Porque ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo. 1 Co 3:11

Comemorar datas importantes vai além de saudosismo de celebrar o passado, é na realidade ser transportado no tempo, a fim de intensificar significados e preservar princípios. Nesse ano de 2017, comemoramos os 500 anos da Reforma Protestante, acontecimento historicamente reconhecido como um dos Cismas da Igreja Católica, mas que para nós foi a revolução que trouxe Jesus Cristo de novo para o centro da adoração do cristianismo.

E por falar na centralidade de Cristo, um dos pilares fundamentais que consagrou esse período foi a expressão latina: Solus Christus, que em português significa: Somente Cristo. Os reformadores enfatizaram tal como nosso versículo-chave (1 Co 3:11) que Jesus é o alicerce de nossa vida cristã, e a primazia de nossa mensagem, isto tudo porque foi unicamente por meio dele e de sua obra mediatória é que recebemos a Salvação (1Tm 2:5).

Essa forma cristocêntrica de pensar devolveu os púlpitos do cristianismo, ao nosso Salvador que continua, como em seus dias, a dizer: Ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14:6), isto é, somente Eu reconcilio o desprezível pecador com o Deus que é fogo consumidor (Hb 12:29) transformando condenação em terna relação paternal (Jo 1:12).

Essa mensagem foi o cerne de todo pensamento da Igreja Primitiva e posteriormente o coração do cristianismo reformado. Corroborando com esta ideia, A Declaração de Cambridge diz: Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada. (Tese 2)

Sendo assim, estamos aqui hoje, a 500 anos de distância desses homens corajosos inspirados pelo Espírito Santo. Entretanto, o que era revoltante para eles é mais próximo do que possamos calcular. Vivemos dias em que superioridade de Jesus tem sido atacada pela exaltação à líderes humanos, o ensino de falsos mestres e deturpação das Escrituras.

Tais como eles lutaram pela supremacia do Salvador temos a mesma responsabilidade de honrar Jesus e Sua obra. Não considero os confrontos épicos pelas redes sociais uma ferramenta muito eficaz, no lugar disso, percebo que a forma de protestar mais correta é apregoando a Pessoa de Jesus, em toda e qualquer oportunidade, com e sem palavras, estabelecendo o senhorio de Cristo em todas as nossas atitudes.

Por fim, devemos compreender bem nosso papel, onde protagonizamos uma missão celestial sendo os coadjuvantes da história da Eternidade, declarando SOMENTE JESUS CRISTO com o único Herói desse enredo.